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É chegado o Natal! Tempo em que ficamos mais ‘moles’, mais amáveis, que buscamos ser simpáticos e ajudar a quem precisa… O Natal é a época do ano que normalmente nos leva a reflexão de nossas ações, nos faz olhar para o outro com mais cuidado e com mais carinho … Que bom, já é um começo!

Passamos um ano muito tenso, muito cheio de complicações e de dificuldades diversas, nem sempre fomos empáticos, nem sempre fomos cautelosos, nem sempre buscamos compreender o outro.

Durante este ano, muitas vezes, fomos duros, fomos intransigentes, não demonstramos paciência, cuidado, empatia, amor… Nem sempre, ao olharmos pra trás, nos orgulhamos de nossas ações, não é mesmo? Sim, nem sempre, afinal somos humanos, somos passíveis de erros, de mancadas, nós e o outro também!

Nesta etapa, que pode iniciar-se agora no Natal, te convido a ser empático, te convido a fazer um ‘compromisso com você mesmo’ pela empatia, sim, como define sabiamente Augusto Cury: “Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, é uma das funções mais importantes da inteligência, pois demonstra o grau de maturidade do ser humano.”. Que tal se, a partir de agora e não só para o Natal, exercitássemos a empatia? Que tal se pudéssemos, diante do que o outro nos apresenta, nos faz, nos fala e etc, por alguns instantes, tentarmos olhar o mundo com os olhos dele, sentir o que ele sente e tentar, então, entender porque agiu desta maneira?

É claro que não proponho nos tornarmos pessoas ‘bobas e que compreendem a todos e aceitam tudo’, mas sim, pessoas que ao invés da guerra, da briga, da ofensa, da discórdia, buscam a conversa, o entendimento, a negociação, a assertividade.

Sim! Quando somos empáticos, compreendemos o outro. Vemos o mundo e os problemas que este passa, usando a perspectiva dele e buscamos não brigar, não magoar e não ofender. Podemos discordar, não aceitar e etc e neste momento entra a assertividade, isto é a capacidade de defendermos os nossos direitos, pontos de vista e interesses, sem violar os do outro. É aquela linha tênue que norteia até onde vamos com nossas exigências, com nossa fala, com o que pedimos e exigimos.

Áh que bom se pudermos dar início a uma novidade em nossos relacionamentos! Que bom se eles puderem ser sempre pautados por empatia e assertividade! Desta maneira, por um lado, sempre estaríamos buscando compreender o outro em suas razões, pois olhamos as coisas com os ‘óculos dele’ e por outro, conversaríamos, nos colocaríamos, nos faríamos entender de forma completa e ampla, mas sempre ética e pacífica!

Encerro minha coluna de hoje, desejando a cada um de vocês um Feliz Natal, que a esperança se renove em nossos corações e nos revigore!

Como foi ‘tradição’ ao longo deste ano, segue o trechinho de uma música, que antes de ser material para reflexão, é meu mais profundo desejo a cada um de vocês, que ao longo do ano esteve junto comigo, acompanhando minha coluna: “A paz invadiu o meu coração, de repente, me encheu de paz, como se o vento de um tufão, arrancasse meus pés do chão (…). Eu pensei em mim, eu pensei em ti, eu chorei por nós, eu vim parar na beira do cais, onde a estrada chegou ao fim, onde o fim da tarde é lilás, onde o mar arrebenta em mim (…).” Gilberto Gil

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