Limeira é a primeira cidade brasileira a aderir ao 192 Smart – um aplicativo de celular que conecta os usuários à central de atendimento do Samu. Em caso de acidente, o sistema de monitoramento informa em tempo real os dados médicos da vítima, a velocidade do veículo e a localização exata da ocorrência. O aplicativo já está disponível para download para iPhone e iPad na App Store e para Android no Google Play.

A novidade tecnológica foi idealizada pela médica Adriana Mallet Toueg, coordenadora médica do Núcleo de Educação em Urgências do Samu Limeira, e anunciada nesta segunda-feira (11), durante uma coletiva à imprensa no Paço Municipal (Edifício Prada).

O aplicativo vem sendo testado há dois meses pelo Samu, por meio de um projeto-piloto. Atualmente, conta com mil usuários – a maioria mototaxistas. Dentro dos próximos três meses, a previsão é de que o sistema tenha mais de 5 mil inscritos. Além de tornar mais rápido e mais preciso o atendimento às vítimas, o dispositivo também permite o mapeamento das áreas com maior índice de acidentes. A partir dessas informações, que incluem o comportamento dos motoristas quanto à desaceleração dos veículos, poderão ser deflagradas políticas de prevenção.

Adriana afirmou que a principal função do 192 Smart é comunicar de forma mais eficiente a ocorrência de um acidente de trânsito com vítimas. Para tanto, o aplicativo utiliza-se de uma tecnologia de detecção automática de colisões. Em caso de desaceleração brusca, o celular da vítima faz uma ligação autônoma de viva-voz para o 192. Além do chamado, o aplicativo envia uma mensagem ao Samu com sua localização. Para utilizar o recurso, o dono do aparelho deve baixar o aplicativo e preencher seus dados pessoais. “A tecnologia permite a identificação da gravidade do acidente, por meio da velocidade registrada no momento da colisão” frisou.

A ideia de criar o aplicativo, segundo a médica, surgiu a partir de um evento trágico. Em 2016, ela perdeu a amiga Anariá Recchia, vítima de um atropelamento em São Paulo. “O serviço de emergência demorou 14 minutos para fazer o resgate”, lamentou. Adriana, então, conheceu o sistema de detecção automática de colisões, desenvolvido por uma startup chilena. Com recursos doados pela família da vítima, além de 280 doações captadas pelo sistema de crowdfunding, ela consegui 56 mil reais para que a empresa S.O.Smart desenvolvesse o programa para ser utilizado no atendimento a emergências. A tecnologia foi cedida gratuitamente à prefeitura, por meio de um termo de cooperação assinado no final de julho.

Rodrigo Oliveira falou sobre a importância da iniciativa e da riqueza de dados dados que serão gerados pelo aplicativo. “A imprudência é a causa de 94% dos acidentes”, salientou. Gerson Hansen Martins também elogiou a sensibilidade com que a médica lidou com a perda da amiga e observou que o sistema poderá salvar vidas. “Temos que promover a saúde e evitar que a população, sobretudo os jovens, sofram acidentes”, comentou.

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