Os meninos queriam explorar a caverna por apenas uma hora, em uma excursão depois do treino de futebol. O objetivo era relaxar após do exercício físico, mas começou a chover e as águas subiram. Assim, o grupo procurou um lugar mais alto, usando as mãos para sentir as paredes e encontrar abrigo.

As marcas de mãos estavam entre os primeiros sinais encontrados que levaram à descoberta de onde o time estava e o que tinham feito para escapar da inundação, além de quais perigos os mergulhadores teriam de enfrentar para completar a missão de salvar todos os 13.

Agora que os garotos estão se recuperando, começaram a compartilhar as histórias sobre o que enfrentaram para sobreviver.

Banphot Konkum, pai de Duangpetch Promthep, de 13 anos, repassou à Associated Press o relato de seu filho. Segundo o menino, os integrantes da equipe não sabiam que a chuva havia começado pouco depois que entraram na caverna. “Depois de uma hora, quando eles quiseram sair, o nível da água estava subindo. Eles correram ainda mais para dentro da caverna, para escapar da água ”

Os garotos e o treinador encontraram um pequeno espaço, e fizeram um buraco para chegar ao ponto seguinte, até que encontraram o declive arenoso onde acabaram se abrigando, o Nen Nom São.

Aikhan Wiboonrungruang, mãe do mais jovem do grupo, Chanin Wiboonrungruang, de 11 anos, compartilhou o relato do filho. Ele explicou que levar comida não era importante, já que estavam planejando apenas uma caminhada curta. “Após as primeiras três noites na caverna, meu filho sentiu fome extrema e chorou, disse ela ao Bangkok Post. “Ele teve que contar apenas com a água que pingava da rocha. Fazia muito frio à noite e estava escuro. Eles tiveram que dormir amontoados.”

Ela disse que seu filho, de apelido Tun, contou que o treinador os ensinou a meditar para aliviar a fome e economizar energia. Um dos mergulhadores que encontrou o grupo, Rick Stanton, disse que a operação de resgate era “território completamente desconhecido” e não havia certeza de que os garotos seriam encontrados com vida.

Stanton relembrou o momento, no dia 2 de julho, quando ele e seu parceiro, John Volanthen, encontraram os meninos. “Foi inacreditável”, disse. “Eles pareciam estar em boa saúde, mas é claro que quando voltamos, tudo em que podíamos pensar era em como iríamos tirá-los. Então houve alívio temperado com incerteza”, relembrou o mergulhador.

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