“Nada é para sempre, nem mesmo nossos problemas”

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Charles Chaplin tão certeiro que parece ter feito essa afirmação esses dias atrás e não há tanto tempo…

Sim, tudo passa, tudo sempre passa! Passa e nos ensina lições, passa e nos deixa mais leves, passa e nos deixa saudosos, passa e nos modifica, mas passa!

Algumas vezes em nossas vidas, passamos por algumas situações, alguns problemas que nos ‘retiram o chão’, que nos fazem ‘perder o rumo’, não achar o caminho, nossa mente vai a mil, nossa ansiedade nos atropela, nos tira o sono, dificulta nosso raciocínio, parece que estamos sendo absorvidos pelos problemas, nossa mente fica confusa, essa confusão nos atormenta e dificulta nossas ações.

Nessas horas podem ‘chover’ conselhos (não solicitados), exemplos de vida (igualmente não solicitados), aquela ‘lição de moral’ (desnecessária para quem sofre e está atropelado por problemas). Tudo isso ocorre porque, muitas vezes, existem mais dedos para apontar do que ouvidos para acolher, muitas vezes surgem mais lições do que ‘mãos estendidas para ajudar na travessia’.

Quantas são as pessoas que se “alimentam” do sofrimento e da dor do outro, que se sentem mais fortes, mais competentes, melhores quando veem alguém desmoronando, caindo, afundando e sofrendo?

Ainda citando o inigualável Charles Chaplin que dizia: “Mais do que máquinas precisamos de humanidade. Mais do que inteligência precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes a vida será de violência e tudo estará perdido.”

Fato! Vivemos tempos sombrios! Tempos em que o sofrimento e a dor não são respeitados, tempos em que o infortúnio alheio é motivo de piada, tempos sombrios em que o ódio, a vingança, humilhação passaram a ser ‘virtudes’, tempos em que falas que causam muita dor, mentiras deslavadas são aceitas e aclamadas, infelizmente!

Onde iremos parar com tudo isso? O que tais ações nos acrescentam? Nos fazem melhor? Infelizmente, tais ações, tanto ódio, tanta vingança, tanta intolerância nos leva a um dia-a-dia de pavor, nos leva a um dia-a-dia triste e muito sofrido.

O que alimentamos dentro de nós é, invariavelmente o que cresce dentro de nós, é aquilo que nos transforma em quem seremos na próxima semana, no próximo mês, no próximo semestre, no próximo ano. Se buscamos sermos melhores, sermos mais respeitosos, mais empáticos, é isso que precisamos alimentar dentro de nós. Se alimentarmos a raiva, o rancor, o ódio e a briga, é fato que a longo prazo nos tornemos briguentos, raivosos, agressivos, rancorosos, amargos, solitários.

Se nada é para sempre, nem mesmo os nossos problemas, podemos imaginar que nosso ‘sucesso’ e nossa felicidade também não! E aí, se olharmos para trás e vermos o rastro que deixamos, os amigos que fizemos, o amor que demos, a solidariedade e a empatia que pautou nossas ações, o que podemos esperar do outro para conosco? Se tudo o que semeamos é o que colhemos, semear o ódio, rancor, vingança nos ajudará a colher amor, empatia e solidariedade?

Sim, porque o mundo gira, gira sempre, dá voltas e, muitas vezes tais voltas nos colocam a ajudar quem tanto nos ajudou, mas também nos coloca a precisar de ajuda, será que, baseado no que ajudamos, no quão empáticos e solidários fomos, encontraremos mãos estendidas ou portas fechadas?

Encerro com um convite à reflexão: “Amor, compaixão e preocupação pelos outros são verdadeiras fontes de felicidade.” Dalai Lama

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