Não haverá guerra do PCC no Estado, diz secretário da Segurança

SSP/SP-Fotos Secretário - São Paulo - Data: 18/05/2016 - Secretário da Segurança de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho. fotos-Agência LUZ
Compartilhe!

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, disse nesta sexta-feira, 23, que não acredita que as mortes de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) deflagrarão uma guerra no Estado. “É evidente que há um desentendimento. Mas não acreditamos que haverá a guerra, uma guerrilha, no Estado. Os reflexos são mais ligados aos próprios integrantes da facção”, disse.
[sg_popup id=”8″ event=”onload”][/sg_popup]
Ele confirmou que a principal linha de investigação da morte de Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro, que aconteceu na noite desta quinta-feira, 22, na zona leste, aponta para uma ligação com o assassinato de lideranças do PCC na semana passada no Ceará. Mágino disse acreditar que os investigadores deverão pedir a prisão de Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, ligado ao caso do Ceará.

O secretário disse ainda estar mantendo contato com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) para monitorar os atos do PCC. “Tenho falado com o Lourival (Gomes, secretário da SAP) e não estamos detectando nenhum tipo de anormalidade no sistema prisional. Isso não nos causa inquietação com relação ao risco de movimentos maiores”, disse.

O titular da pasta da Segurança Pública acrescentou que o setor de inteligência e o Departamento de Investigações Criminais (Deic) estão auxiliando as autoridades cearenses a apurarem o duplo assassinato da semana passada. Sobre a morte desta quinta, ele classificou como “ação isolada” e disse que o “desentendimento pontual” não deve atingir a sociedade, mas sim ficar restrito aos membros da facção.

Violência
Suposto líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Baixada Santista, Wagner Ferreira da Silva, de 32 anos, foi morto a tiros na noite de quinta-feira, 22, em frente a um hotel no Jardim Anália Franco, zona leste de São Paulo. Silva, conhecido como Waguininho ou Cabelo Duro, informou aos demais membros da facção criminosa que a morte de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, no Ceará, na sexta-feira passada, 16, havia sido uma ordem dada por Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, apontado pela inteligência da polícia como sócio de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC.

A Justiça do Ceará havia expedido mandado de prisão temporária contra ele e outras cinco pessoas. As outras pessoas suspeitas são Francisco Cavalcante Cidro Filho, José Cavalcante Cidro, Samara Pinheiro de Carvalho, Magna Ene de Freitas e Felipe Ramos Morais. Este último é apontado como o piloto do helicóptero que levou Gegê e Paca para serem mortos em Lagoa Encantada, na reserva indígena Jenipapo Kanindé, em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Compartilhe!

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Se inscrever  
Notificação de