Que semana assustadora!

Nossas semanas têm sido, de tudo, menos monótonas! A cada dia um “acontecimento novo”, mas os acontecimentos novos desta semana, nos assustaram!

Estivemos cara-a-cara com tortura, racismo e homofobia!! Nos chocou, nos entristeceu, nos amedrontou tudo isso!

No meio de nossa semana, já tão repleta de notícias, fomos pegos de surpresa com a notícia de um adolescente de 17 anos, negro, morador de rua, que tentou roubar barras de chocolate de um supermercado e foi cruelmente torturado, ameaçado, sofreu e foi machucado, além de ser ameaçado pelos seguranças do estabelecimento. Como assim? Os seguranças? Funcionários que deveriam ser treinados para agir com seriedade e dentro da Lei em situações como estas. Por que será que foi ‘tranquilo’ e ‘fácil’ para eles agirem assim com um jovem, negro, pobre, em situação de miséria e desfavorecido?

Seguimos a semana digerindo aquela situação horrível e esperando que os responsáveis pudessem ser localizados e respondessem por seus atos na justiça.

Eis que na sexta feira cedo, em um evento lindo e importante como a Bienal do Livro, somos informados pelos veículos de comunicação, que o prefeito do Rio de Janeiro, sob a justificativa de proteger famílias e crianças, manda retirar um HQ que continha dois jovens do mesmo sexo se beijando. Censura? Homofobia declarada?

Pierre Noury afirmou, com propriedade que: “Não existe outra via para a solidariedade humana senão a procura e o respeito da dignidade individual.”.

Sim, precisamos respeitar a cada um que se nos apresenta. Todos nós somos únicos, temos nossas dores, nossos medos, nossa individualidade.

Nelson Mandela afirmava que “ninguém nasce odiando outra pessoa pela sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.”.

O que queremos ensinar aos nossos filhos? Que nossa cor da pele nos atrapalha, nos separa, nos define e nos faz ‘mais’ ou ‘menos’? Que nossa sexualidade é motivo para sermos segregados?

O que muda em nossas vidas a sexualidade do outro? Um beijo é um ato de amor, entre duas pessoas que se amam e o amor deve ser sempre valorizado, sempre exaltado, afinal de contas é um sentimento nobre!

Só quem compreende o amor, em sua plenitude, se desprende de preconceitos diversos e luta por uma sociedade onde a cor da pele seja apenas uma característica dos seres humanos. Só quem compreende o amor, não vê maldade em um beijo, em uma expressão pura e nobre do amar!

Encerro com um convite a reflexão, proposta por Einstein: “Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.”
De que lado você quer estar e o que quer ensinar? Preconceito, intolerância, agressividade, segregação, sofrimento? Ou quer ser acolhida, quer ser tolerante, quer respeitar à diversidade, quer lutar pela minoria?

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