A relação entre os preços do etanol e os da gasolina na capital paulista teve aceleração marginal entre o fim de janeiro e a primeira semana de fevereiro, de 72,12% para 72,38%, conforme dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). “Praticamente ficou de lado”, diz o economista da Fipe André Chagas.

Para especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do etanol é de 70% do poder do combustível fóssil. Com a relação entre 70% e 70,5%, é considerada indiferente a utilização de gasolina ou etanol no tanque.

Apesar de a marca estar rodando acima de 70%, Chagas ressalta que essa métrica não necessariamente pode ser adotada como padrão por todos os veículos. “É mais uma questão de engenharia. Alguns veículos podem ter desempenho melhor mesmo com a relação entre os combustíveis acima de 70%”, pondera.

Em outro levantamento da Fipe, referente à primeira quadrissemana de fevereiro (últimos 30 dias terminados no dia 7), a variação do etanol ficou positiva em 2,40% (de 2,86%), enquanto a da gasolina foi de 1,56% (de 2,19%). Com isso, o grupo Transportes no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a taxa de inflação na capital paulista, ficou em 1,72% (de 1,63%). O IPC, por sua vez, foi de 0,25% depois de 0,46% no fim de janeiro.

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